foto: Orlando Britto
A expressão, na língua Kamaiurá (Kamaiurá é um dos povos xinguanos) quer dizer “Água Boa, Água Limpa do Xingu ”.
Em meados nos anos 1990, as lideranças do Parque Indígena do Xingu, no nordeste de Mato Grosso, manifestaram sua preocupação com a situação da ocupação e do desmatamento no seu entorno e com assoreamento dos rios que cortam a área.
O Parque Indígena do Xingu é um dos maiores símbolos da diversidade sócio-cultural e biológica do Brasil. Criado em 1961, é uma das terras indígenas mais conhecidas do País, abrigando 14 etnias e cerca de cinco mil pessoas. A criação do Parque resultou do trabalho dos mais importantes sertanistas brasileiros, entre eles os irmãos Villas-Bôas.
O ISA (Instituto Socioambiental), que atua na região desde 1994, por meio do Programa Xingu, incorporou a questão e desenvolveu a idéia juntamente com vários parceiros – índios, fazendeiros, agricultores familiares, pesquisadores, organizações da sociedade civil entre outros.
As nascentes ficam do lado de fora do parque do Xingu e desaguam dentro dele, escorrem para ele. Como estão localizadas fora do parque, estas nascentes sofrem com o problema de desmatamento, próximas à cidades e sem proteção.
Eu sei que temos visto os descasos com o cidadão e às vezes nos sentimos desamparados, epidemia de dengue no Rio de Janeiro, abandono de estradas, roubalheira, mas se tem uma coisa que caracteriza este povo é a solidariedade, a vontade de ajudar, o jeito que encontramos para resolver problemas. O engraçado, ou felizmente, é que na maioria das vezes camapanhas como esta do Xingu tem como fonte de financiamento embaixadas, organizações internacionais e fundações estrangeiras.
Participe! http://www.yikatuxingu.org.br
1 resposta Até agora ↓
kmmal // 26 Março, 2008 às 6:55 pm |
Minha próxima viagem com certeza! Xingu aí vou eu!!!